Fique a vontade...
Mente...Corpo...Espírito
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Tudo sobre Visitas Dinâmica para Leitores - Ajuda do Blogger
da do Blogger
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Cientistas são ocultistas?
domingo, 20 de fevereiro de 2011
por Carlos Antonio Fragoso Guimarães
A sombra... elemento fantasmático, região do espaço cuja penumbra é provocada quando a luz é impedida de fluir por um objeto... a sombra possui os contornos do mesmo objeto, sendo sua projeção negativa, inevitavelmente ligada a ele... Na psicologia junguiana a sombra é a representação arquetípica de tudo o que temos, potenciais bons e maus, que não reconhecemos como sendo nosso, mas que nos segue onde quer que vamos e que geralmente projetamos em outras pessoas... O psicanalista suíço Carl Gustav Jung (1875-1961) criou alguns dos conceitos de psicologia mais populares (apesar da resistência dos freudianos). Conceitos como “complexos”, indivíduos “introvertidos” e“extrovertidos” e “inconsciente coletivo” são de sua lavra. Ele também propôs que o comportamento humano possui linhas de reconhecimento universal e que são transcritas, metaforicamente, nos mitos e contos universais. A tendência do desenvolvimento de capacidades, dificuldades ou a possibilidade de uma clivagem polar que todos temos (bem e mal, sapiência e demência, etc.) são expressas figuradamente em histórias folclóricas, mitos e contos de fada. Na história de “O Lago dos Cisnes”, que foi musicada e, assim, imortalizada pelo compositor russo Piotr Ilich Tchaikovsky (1843-1893), vemos essa polaridade na presença de Odette, a ingênua e romântica princesa que é transformada em um cisne branco, e Odile, sua irmã gêmea, a maliciosa, sedutora e malvada rainha dos cisnes, e que é o cisne negro. Uma e outra personagem são metáforas das polaridades internas extremas e dos potenciais que todos possuímos, mas que, aqui, se inserem mais na questão do desenvolvimento da psique feminina. A menina sonhadora que desperta para o desejo, à competitividade, ao processo de enfrentar desafios. Quanto mais conscientemente uma dessas polaridades é hipertrofiada, o mesmo ocorre com a outra, mas de modo inconsciente, o que pode causar um conflito psicológico que, em casos extremos, leva ao surto psicótico. Esta ocorrência, que Jung tão bem estudou, foi transposta para as telas em um dos mais notáveis (e raros, dentro do padrão comercial hollywoodiano) filmes dos últimos tempos: Cisne Negro, de Darren Aronofsky, com a esplêndida Natalie Portman no papel da, inicialmente, frágil bailarina Nina. No filme, Nina é uma bailarina dominada pela mãe frustrada e que faz de tudo para se destacar no corpo de baile. Assim, quando surge a chance de interpretar as gêmeas opostas de “O Lago dos Cisnes”, Nina se entrega totalmente ao projeto. Super controlada pela mãe, insegura, emocionalmente reprimida e sem amigos, Nina dedica-se exclusivamente ao balé, buscando uma perfeição exagerada que se reflete no controle exacerbado da alimentação e do controle do corpo que ela trata como instrumento – a única forma de contato mais íntimo (e já sintoma neurótico da alienação que se estabeleceu entre o desejo consciente de perfeição e repressão dos sentimentos, que tentam gritar a partir do inconsciente) é a auto-mutilação que ela exerce inconscientemente sobre si mesma, por arranhões. Pressionada por seu coreógrafo e diretor Thomas (Vincent Cassel), Nina será questionada, mais uma vez, a demonstrar suas capacidades, já que sua fragilidade ingênua - que é perfeita para o papel de Odette - comprometeria a interpretação de protagonista de “O Lago dos Cisnes”, pois Nina também deve desempenhar o papel da Rainha dos Cisnes, Odile. Nina, então, é desafiada pela própria vida, pelo seu próprio mundo, a entrar em um acordo com sua psique polarizada entre a "persona" consciente, o papel de menininha da mamãe, e a sua sombra: a mulher sedutora, violenta, que ela reprimie no inconsciente. Nina precisa integrar, reconhecer-se em sua própria profunidade, sentir seus elementos aparentemente "negativos" se quiser atingir a perfeição (metáfora da individuação). Ela tem de desempenhar simultaneamente o cisne branco (símbolo da pureza e ingenuidade) e o cisne negro (metáfora para a malícia, sensualidade e maldade). Ou seja, Nina teria de unir, na prática, sua própria psique fraturada entre a “menina” meiga e passiva, cujo quarto é cheio de ursinhos de pelúcia, e a mulher que é/foi reprimida pela mãe e por ela mesma, Nina. O desafio da individuação, contudo, não é isento de perigos. O Cisne Negro é, portanto, o desafio do encontro de Nina com sua própria sombra, ou, seja, segundo Jung, com todos os elementos que possuímos mas que são reprimidos, que não reconhecemos como sendo nossos. A questão da projeção interna no meio externo fica sugerida várias vezes pela presença de espelhos sempre presentes ante Nina. Sua maior rival no corpo de baile, a sensual e desinibida Lily, papel desempenhado pela brilhante atriz Mila Kunis, é ao mesmo tempo seu alter-ego, a pessoa que estimula a eclosão do "Cisne Negro" em Nina. Na verdade, as duas belas bailarinas acabam sendo expressões de Odile o Odette ao nível da disputa real, embora, na mente conturbada de Nina, Lily acabe por apresentar traços mais fortes do que realmente possui. Está claro que Aronofsky em seu filme discorre sobre a fragilidade e o tênue equilíbrio da mente humana, bem como as forças que se desencadeiam no palco psíquico quando uma perturbadora ambição a move em busca de um sonho, mas o faz de uma maneira ao mesmo tempo cruel e poética, o que mexe com a psique da maioria das pessoas que assistem o filme, atingidas, inconscientemente, pelos elementos expostos e que repercutem na própria sombra, na própria polaridade consciente/inconsciente, na dualidade do bem/mal de cada um. Na busca pela perfeição e na tentativa de provar a Thomas que é capaz de desempenhar o papel (e, inconscientemente, de integrar e expor seu lado mais selvagem), Nina é conduzida de tal forma pelo enredo e pela busca da perfeição que não consegue perceber que isso está liberando todo o seu mundo de elementos reprimidos, que explode de tal modo que ela já não consegue perceber mais os limites entre sonho e realidade. Aos poucos, seu destino se sobrepõe ao enredo de “O Lago Dos Cisnes”. A música de Tchaikovsky, dramática e bela, é quase como uma expressiva contrapartida de sua metamorfose, elemento sonoro envolvente que "narra" e expressa a tempestade íntima de Nina, e que é indispensável à trama. A sombra de Nina, exemplificado pela essência de sua feminilidade, aflora e toma conta de sua personalidade sem que ela consiga controlá-lo. Dá-se inicio a uma metamorfose que expressa aquilo que acontece com muitas pessoas que sucumbem à emergência do material inconsciente pela psicose. No caso de Nina, vemos que tal emergência conduzirá a protagonista a conflitos que a levam a um destino perturbador e extraordinariamente poético, apesar de trágico, numa interpretação arrebatadora de Natalie Portman. O Filme “Cisne Negro” é uma aula de psicologia e cinema, de poesia dramática e filosofia, indispensável ao estímulo do pensar sobre a vida.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Rápido Informe
No último dia 12 de fevereiro/2011, na sede da ASSEPE –Associação de Estudos e Pesquisas Espíritas de João Pessoa, foi entregue o título de Presidente da ASSEPE, para o biênio 2011/2012, ao Psicólogo Geylson Kaio, tendo como Vice-presidente Júlio César, que também empossado.
O compromisso está firmado: acelerar uma dinamização e desenvolvimento dos processos internos do grupo, além de buscar estabelecer uma ampla rede de diálogos possíveis com toda comunidade espírita e não espírita, fomentando parcerias de estudos e pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento. Com uma visão plural, buscaremos uma aproximação com a sociedade em geral, sem discriminação, exclusão ou qualquer ato de desrespeito humano. Nossa ideia é juntar para crescer melhor.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Um Senador romano da época de cristo, Públio Lêntulus.
Conselho...Use filtro solar, o tempo passa para todos!
Uma bela mensagem par ser lida e refletida a qualquer tempo. Indicado somente para os seres humanos...
Motivação
Se você acha que já viu tudo sobre motivação e inovação, veja este vídeo e aplique-o mais rápido possível! O método é questionável, mas os efeitos são imediatos...risos.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
O Consolador.
Por Geylson Kaio
No meu entendimento, o termo consolador está ligado aos atributos daquele que consola, que vigora, que tenta aliviar a dor e o sofrimento de alguém. Neste sentido, um amigo pode ser um consolador, quando se mostra disponível a aliviar as aflições, a confortar com palavras ou atos o que o outro está passando ou sentindo no momento.
Há instantes na vida que precisamos de conforto mais direto, de apoio, de alívio das tensões, de revigoramento, pois se assim não for, parece-nos que o mundo conspira contra nós, que somos o último dos sofredores, etc. Quem de nós não passou por momentos difíceis e que precisou da ajuda direta de uma outra pessoa para resolver um determinado problema pessoal? Quem de nós se julga tão amplamente cheios de recursos que não precisa do outro para realizar-se e satisfazer-se? Quem de nós não se viu na situação de auxiliar alguém, de confortar, de revigorar as forças e o animo daquele que se mostra tão debilitado, tão sofrido, tão desgastado física e emocionalmente?
Há situações em que apenas a presença de alguém querido, respeitado e amado, é a condição que faltava para que o conforto e a segurança íntima se restabeleçam. Inúmeros são os casos e os conflitos humanos que se agravam por falta de alguém no instante preciso e necessário de sua vida.
Assim sendo, podemos perceber que consolar as aflições dos outros não é necessariamente livrá-lhes dos problemas, nem mesmo resolver por eles, o que lhes cabe resolver. Nem tão pouco isto significa abandona-los a própria “sorte”, largá-los ao sabor dos ventos e tempestades que vier. Consolar é está pronto, mesmo que não esteja completo. É estar presente, mesmo que esteja ferido. É fazer-se disponível e mostrar-se compreensivo ao drama existencial humano. É mover-se de forças e ânimo para ajudar e facilitar os processos daquele que solicita.
Geylson Kaio é Psicólogo/Psicoterapeuta, Pós-Graduando em MBA - Gestão de Recursos Humanos, Consultor em Desenvolvimento Interpessoal, Expositor de temas diversos relacionados a Psicologia, Humanismos e Espiritualidade.
Eros... Amor e erotismo.
*Geylson Kaio
O que será que será...Que dá dentro da gente e que não devia...Que desacata a gente, que é revelia...Que é feito uma aguardente que não sacia...Que é feito estar doente de uma folia...Que nem dez mandamentos vão conciliar...Nem todos os ungüentos vão aliviar...Nem todos os quebrantos, toda alquimia...Que nem todos os santos, será que será...O que não tem descanso, nem nunca terá...O que não tem cansaço, nem nunca terá...O que não tem limite(...) Chico Buarque.
Eros, um deus do amor na mitologia grega, representa a paixão, o desejo. Filho de Afrodite e Ares, Eros é o símbolo dos apaixonados. Um inofensivo cupido, que esconde em sua flecha o poder da fantasia, do desejo, do erotismo.
Platão, grande filósofo grego, com seu amor sem toque, sem atração física, apenas contemplando o objeto de seu amor como numa relação ideal, funda o amor platônico. Um amor firmado na beleza do caráter e das qualidades pessoais. Mas também pode ser entendido como um amor contido, não revelado, escondido.
Já Eros, diferentemente de Platão, transforma-se no amor erótico. Ambos são amores, um enclausurado na mente, outro liberto pelas emoções. Um satisfeito com o pensamento, outro realizado no calor dos corpos em movimentação.
O desejo sexual é esse impulso da mente, do corpo, da alma, em busca da satisfação e do prazer. É o grande corcel negro que almeja correr livre entre as paisagens mais belas. O desejo sexual se alimenta basicamente de duas fontes: uma interna, outra externa. A fonte interna dos desejos são as fantasias, as vivências, a personalidade e o próprio amor. A outra fonte é a linguagem corporal, a cultura, as sensações como o cheiro, o calor, o odor, o olhar, a música.
O amor une e reuni todos num laço. O amor é o sentimento da excelência, difícil de defini-lo, escapando-se dentre os dedos da mão, mas é o fundamento, a forma e a cor em si mesmo.
O Psicólogo e Sexólogo Fabiano Di Girolamo, argumenta que o erotismo está presente em diversas civilizações antigas, como a Grega e a Romana, e que homens e mulheres representam o erotismo de maneira diferenciada. Para o homem, o erotismo ganha ênfase visual no corpo feminino, sendo atraído pela sua nudez. Ele tenta livrar-se de tudo o que possa causar obstáculo ao seu desejo, sonha com a satisfação imediata, sem necessidade de trabalho e com vigor irresistível. Para a mulher, a ênfase está na fantasia e no contato com a pele, zona de maior erotismo feminino. Ela pede romance, enamoramento, descoberta, encanto, mistério.
Enquanto a pornografia se constitui como um acessório explícito do desejo erótico, mas dispensável, o erotismo se define como uma das forças viscerais da psique que pressupõe uma arte erótica, de Eros, do amor, fazendo parte da estética. A erótica faz parte do mundo sexual simbólico, estético e artístico do ser humano, criando e recriando o belo pela própria arte de amar.
Reconhecemos na estrofe de Chico Buarque acima citada, a representação artística da dimensão do desejo que a gente sente, mas não devia... Que desacata a gente, que é revelia... E que é como um aguardente que não sacia, manifestando a força da energia libidinal que possuímos, onde sua expressão se dá no próprio exercício da sexualidade humana... O que não tem cansaço, nem nunca terá.
* Geylson Kaio é Psicólogo Clínico, Pós Graduando MBA – Gestão de Recursos Humanos, Espírita e Vice-presidente da ASSEPE – Associação de Estudos e Pesquisas Espíritas de João Pessoa/PB.
sábado, 6 de junho de 2009


